segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vera Helena de Oliveira


Vera Helena de Oliveira -

"POESIA, SINÔNIMO DE LIBERDADE"

Da poesia sou aprendiz. Em 2008 redescobri a poesia, após passar por uma cirugia cardíaca, onde digo que os médicos abriam meu coração e Deus abriu minha alma. Redescobri a poesia, me apaixonei e me libertei. Tenho mais de 1500 textos escritos e ainda nenhum livro publicado. Sempre gostei muito de ler, como sou do interior, além dos livros escolares, tinha pouca opção de leitura. Meu primeiro livro mais sério, li aos 09 anos – Ubirajara - de José de Alencar. Gostava tanto de ler que lia até bula de remédio , além de Nosso Amiguinho, Almanaque do Jeca Tatu e aqueles de propaganda de remédio que chegavam nas farmácias da minha vila. Quando mudei para uma cidade maior – Colatina, aos 10 anos, ajudava a bibliotecária do ginásio onde estudava só pra ficar até mais tarde lendo e lá viajei meio que tardiamente, por castelo, rainhas e fadas, mas também conheci Leon Tolstoi e escritores brasileiros como Machado de Assis, Érico Veríssimo e Guimarães Rosa.
Sempre gostei de ler poesia, sem ter preferência por autor ou estilo – Fernando Pessoa, Vicente de Carvalho, Castro Alves, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Garcia Lorca, Pablo Neruda. Adoro os contos de Leon Tolstoi, Rubem Fonseca, Fernando Sabino e Marcio Reis

Tenho um livro pronto e estou em busca de patrocínio para editá-lo. Sou uma escritora romântica, com alguns momentos de lucidez e outros de total loucura. E, isto, demonstro em meus textos. Publiquei poemas em algumas Antologias: Vitória, minha cidade (ES), Ilha de Paquetá (RJ), Antologia Poética da Revista de Poesias I (RJ), Cultura Revista (ES), Delicatta (SP) e NOP (RJ)
Também escrevo sonetos, crônicas. contos, acrósticos, poetrix e outros. Sou adepta dos versos soltos, sem muita coerência, onde deixo que as palavras soltas formem versos, os versos livres se formem e o poema se faça.

Nasci numa vila bem pequena - Vila Verde/Pancas/ES - sou capixaba, abençoada pelo Espírito Santo. Estas são minhas origens e foi onde adquiri minha sensibilidade poética. Venho de uma família italiana, de nove filhos. Jornalista e assistente social da área da saúde, sou viúva e tenho um filho que é minha razão maior de vida – Ramiro – hoje, com 25 anos.


Publico meus textos:

- ACADEMIA FEMININA ESPIRITO SANTENSE DE LETRAS
- CLUBE CAPIXABA DE ARTE E CULTURA
- BECO DOS POETAS E ESCRITORES
- MURAL DOS ESCRITORES
- ENCANTOS E PAIXÕES DE HELENA LINS

Sites:

É ISSO AÍ...
http://www.eusousopoesia.blogspot.com

JORNAL DA CIDADE ONLINE
http://www.jornaldacidadeonline.com.br/leitura_artigo.aspx?art=2429

JORNAL DA CIDADE ONLINE COLUNA: SÓ POESIAS
http://www.jornaldacidadeonline.com.br/listagem_artigos.aspx?cod=53

CULTURA REVISTA
http://www.culturarevista.jor.br/veralu.html

- POETAS DEL MUNDO -
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=5514

- POETAS CAPIXABAS -
http://www.poetas.capixabas.nom.br/Poetas/detail.asp?poeta=Vera%20Helena%20de%20Oliveira

- REVISTA DE POESIA I
http://poetisaverahelena.blogspot.com/

- RECANTO DAS LETRAS
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/Hellenna

- AC. FEMININA ESP.SANTENSE DE LETRAS
http://afesl-es.ning.com/profile/VeraHelenadeOliveira
-
http://clube-ccac.ning.com/profile/VeraHelenadeOliveira191http://www.jornaldacidadeonline.com.br/leitura_artigo.aspx?art=2429http://literaturaperiferica.ning.com/profile/VeraHelenahttp://muraldosescritores.ning.com/profile/VeraHelenadeOliveira
-
http://encantopaixoes.ning.com/profile/VeraHelenadeOliveira



SEJA BREVE NO ADEUS

Seja leve
Seja breve no adeus
Não faça drama
Deixe eu seguir meu caminho
Não trame meu destino
Já definido num pergaminho
Nas águas do Egito
Onde um dia me banhei
E me purifiquei
Do teu encantamento
Sele o adeus
Mas não leve o que não é teu
Deixe meu coração comigo
Ele pulsa em mim
Ele vive em mim
Vá sozinho
Livra o caminho
E deixe eu passar
Não mais com minha dor
Nem com a máscara que você me deu
Passo agora...apenas eu...

Vera Helena
Vitória/ES


CONTRASTE DE MIM

As vezes cinza
Outras, fogo causticante
As vezes chama
Outras palavra muda
As vezes alma encoberta
Outras desnuda
As vezes silencio arredio
Outras palavras gritantes
As vezes dia de sol
Outras noite insones
As vezes isto
Outras aquilo
contraste do ser
Contraste de mim
Quem me conhece sabe o que sou
No espelho reflete a imagem
Não sou o que reflete a imagem no espelho
Sou muito mais do que vejo
Transpasso a dimensão
Transponho a divisão
Da loucura
Sem ser razão
Saio em busca de mim
Do que sou
Ou daquilo que posso ser...

Vera Helena
Vitória/ES


POESIA INSANA

Sou poeta insano
De poesia insana
Escrevo versos profanos
Rabiscos descabidos
Sem pé, nem cabeça
Mais uma vez, me esqueça
Não se faça de santo
Não me mostre seu pranto
Que não me emociona
Nem me tira do meu intento
De um sonho sôfrego
Onde perco o fôlego
Das palavras sussurradas
Algumas rabiscadas
Num pedaço de papel
Pra não perder a inspiração
De versos que eu invento
Quando mostro sentimentos
Numa poesia onde misturo
Paixão, desprezo e amor
Já não acredito mais em nada
A sorte está lançada
Que ganhe o maior lance
Quem sabe amanhã nova chance
De voltar a acreditar
E acabar com o ceticismo
Que circunda dias sombrios
Em noites trôpegas
Onde tropeço em palavras
Faço versos em silêncio
Pra noite que se abandona na escuridão
O sol dorme cansado
Se afasta e descansa
Pra amanhã reiniciar nova dança
Enquanto a lua nua
Ilumina a rua e mostra o caminho
aos perdidos na noite.

Vera Helena
Vitória/ES


INTERFACE DA SOLIDÃO

Nesta noite triste sem estrelas
Há estrelas dentro de mim

Do olhar cai gotas de cristais
Que se transformam em lágrimas
E escorrem pela face
Na interface da solidão
Sem disfarces
Deixa o pranto fluir
Deixa o riso sair
E o mundo ruir...

Noite de escuridão
Na imensidão do mar
Faz-se o vazio
Em noite de frio
Em temperança
Busca-se a esperança
Depois da tempestade...
Vem a bonança
Um novo momento
Agora não mais lamento
Nem pranto
Nem espanto...
Nada amedronta
No mundo do faz de conta

A lua reflete no mar
Mostrando caminhos
Convite a amar
No coração brilho se faz
Corpos em paz.

Vera Helena
Vitória/ES


ESTRANHO AMOR

Esse estranho amor
Que me toma por inteira
que me tira do serio
me provoca essa doideira
depois do último bolero
que dançamos abraçados
dois pra lá e dois pra cá
Num rítimo cadenciado.

Esse amor estranho
Que me invade a razão
E toma meu coração
Me deixa caída, sem chão
Nessa louca fantasia
Eu até sonhei um dia
Que você me tomaria
E meu corpo abraçasse
Enlaçando minha cintura
Me levando à loucura
Num simples toque de classe
Que com seu charme sutil
No seu terno azul anil
me pedisse em casamento
Transformando esse momento
em prazer e alegria
E até contentamento
De ver meu sonho dourado
Sendo realizado
Por você num belo dia.

Vera Helena
Vitória/ES


SONHO DE BAILARINA

Desde criança ela sonhava
Em ser bailarina
Brilhar no show business
Com roupa de purpurina
Ainda menina moça
Pra escola de dança entrou
E logo aquela menina
Seu sonho realizou
Um dia foi convidada
Para um teste fazer
E dançou explendorosa
Linda e graciosa
Iluminando teu ser
Plainando no palco
Flutuando no ar
Com o corpo leve e solto
A rodopiar
Vibrando com a vida
Ouvindo os aplausos
Da platéia extasiada
Com a beleza de sua dança
De degrau em degrau
Ela foi galgando e crescendo
Até chegar no ápice
Da sua carreira solo
Os sonhos realizando.

Vera Helena
Vitória/ES


ENCONTROS E DESENCONTROS

Não importa onde me leve
Leve-me com você
Me mostre o seu mundo
Me ensina de novo a viver

Desde que se foi não vivo
Esperanças no tempo perdi
Quis te alcançar e não pude
Você já havia partido
E não acenou que ia
Me deixando surpresa
Me deixando só e indefesa.

Agora que está aqui me alegro
Ao ver que em nada mudou
Ainda é aquele que amei
Ainda é aquele que me descobriu
E me fez aflorar a alegria

A vida se fez mais pulsante
A cada segundo, cada instante
De amor e de entrega
De corpos numa busca mútua
De prazeres e desejos
De encontros e desencontros
De mim...de você...de nós

Vera Helena
Vitória/ES


SONETO DO AMOR INTENSO

Amo-te tanto meu amor
Que amar mais não poderia
Meu pranto é de alegria que transborda
Os limites do coração que sonha e não acorda

Amo-te tanto meu amor que nem penso
As consequências deste amor tão intenso
Grávida de sonhos, quero parir felicidade
Explodir de alegria, vivendo intensidade

Viver sonhos e desejos no raiar da aurora
Pra se amar não é preciso ter hora
Pra demonstrar amor menos ainda

Enquanto a noite não vem meu corpo chama
Na saudade desejo meu amor não demora
Na vontade de viver paixão infinda.

Vera Helena
Vitória/ES


MESMO QUE EM SONHOS

Invada meus sonhos e me ame
Arrombe meu quarto e me tome
Desnude meu corpo e se encante
Se aposse de minha cama
Me deixe em chamas
Me tire pra dançar
Me ensina seus passos
Na dança do acasalamento
Eu te acompanho
Num mesmo compasso
Num mesmo rítmo
Corpo colado
Desejo confessado
Toque minha pele e me arrepie
Possua-me totalmente e me dê prazer
Entre nos meus sonhos
Sacie meus desejos
Nada me deixe pensar
Me cale com teu beijo
Com tua volúpia gostosa
Atice meu fogo
Que você quer saciar
Até se fartar
Mesmo que em sonhos
Me ame...

Vera Helena
Vitória/ES