sexta-feira, 9 de setembro de 2011

REGINA SOUZA VIEIRA

REGINA SOUZA VIEIRA:
DEDICAÇÃO E PAIXÃO À OBRA DE DRUMMOND


Regina Souza Vieira, doutora em letras, escritora e poetisa carioca, professora e tradutora de francês e inglês, sete livros publicados.

Premiada em diversos concursos literários, seus trabalhos incluem-se em diversas antologias.

Dedicou seus estudos e sua paixão literária à obra de Carlos Drummond de Andrade, participou das celebrações do centenário do autor em Itabira.

São de sua autoria os seguintes livros:

- Sentimentogramas – poesia (RJ: Cátedra, 1987)
- Boitempo: autobiografia e memória em Carlos Drummond de Andrade – ensaio
(RJ: Presença, 1992)
- Revivências – poesia (RJ: Taba Cultural: 1997)
- Inventivas verossimilhantes – contos( RJ:Papel Virtual, 2000)
- A prosa à luz da poesia – ensaio (RJ: Edições Galo Branco, 2002)
- Bernardo, o imprevisível – romance (RJ: Edições Galo Branco, 2005)
– Reflexões em verso – poesia(RJ: Edições Galo Branco,2007)
- Subfundamentos da escrita – crítica literária RJ: Taba Cultural: 2010)

O último livro escrito por Regina Souza Vieira é de crítica literária e se constitui num esmiúçado estudo crítico sobre obras e momentos literários que marcaram a literatura.

Poetas e escritores são trazidos à luz de uma nova visão que se desnuda num texto rico de possibilidades.

Mestres conceituados participam desta construção e reconstrução de textos e obras importantes e um leque de possibilidades se abre.

Antologias brasileiras como João Ternura de Anibal Mendonça; A Carnavalização literária, os momentos de vanguardismo; a épica de Clarice Lispector e as obras de Murilo Mendes, Carlos Drummond de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Fernando Pessoa e outros.

Quanto aos poemas, pelo menos o último livro publicado, constitui-se em poemas reflexivos que revelam certo fundamento filosófico.


JORNAL DA CIDADE ONLINE
http://www.jornaldacidadeonline.com.br/leitura_artigo.aspx?art=2866



FALTA ALGUMA COISA

Numa manhã de domingo, ensolarada
A alegria invade a minha janela
Por que será que, em mim, a manhã não é bela
Por que, para mim, esta manhã não é aquela
que eu gostaria que fosse, toda ela alegria?
A cada dia, quero o dia seguinte
a noite superada depois de um bom sono
A cada manhã eu busco da festa em mim
o retorno, e quase sempre minha festa
tem uma alegria menor do que a sonhada
A manhã anuncia um dia feliz, ensolarado
Eu, me aquieto lendo tranqüila o jornal
Mal ouço o assobio matinal, que luminoso
me diz que o dia é todo de sol!
Talvez porque nas manhãs de domingo eu sofra
depois de uma semana o grande cansaço
Talvez não me anime a ver o oposto do mormaço
porque, pra mim, o domingo é uma tarde
que exige uma transação para o dia seguinte
Mas a manhã traz frescor, vontade de viver
Um dia de descontração se anuncia pra vida
parece do contra esta espécie de emoção
que, em mim, apaga o que seria festa e se abre
em vontade de dormir por mais duas horas.
Quem sabe, olhando melhor este sol, ao longe
Vendo azul o horizonte, ergo minha fronte,
desfaço em mim este desânimo tristonho
e, alegre, disposta ao sol, feliz me ponho
e começo, porque é domingo, a rir e a cantar!
Esquecendo este lento quase chorar
que precisa de incentivo para ser feliz!

Regina Souza Vieira